quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Liturgia Diária - 18ª Semana do Tempo Comum

Primeira Leitura (Nm 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35)
Leitura do Livro dos Números.
Naqueles dias, 13,1o Senhor falou a Moisés, no deserto de Faran, dizendo: 2“Envia alguns homens para explorar a terra de Canaã, que vou dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo, e que todos sejam chefes”. 25Ao fim de quarenta dias, eles voltaram do reconhecimento do país 26e apresentaram-se a Moisés, a Aarão e a toda a Comunidade dos filhos de Israel, em Cades, no deserto de Faran. E, falando a eles e a toda a Comunidade, mostraram os frutos da terra 27e fizeram a sua narração, dizendo: “Entramos no país, ao qual nos enviastes, que de fato é uma terra onde corre leite e mel, como se pode reconhecer por estes frutos. 28Porém, os habitantes são fortíssimos, e as cidades grandes e fortificadas. Vimos lá descendentes de Enac; 29os amalecitas vivem no deserto do Negueb; os hititas, jebuseus e amorreus, nas montanhas; mas os cananeus, na costa marítima e ao longo do Jordão”. 30Entretanto Caleb, para acalmar o povo revoltado, que se levantava contra Moisés, disse: “Subamos e conquistemos a terra, pois somos capazes de fazê-lo”. 31Mas os homens que tinham ido com ele disseram: “Não podemos enfrentar esse povo, porque é mais forte do que nós”. 32E, diante dos filhos de Israel, começaram a difamar a terra que haviam explorado, dizendo: “A terra que fomos explorar é uma terra que devora os seus habitantes: o povo que aí vimos é de estatura extraordinária. 33Lá vimos gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; comparados com eles parecíamos gafanhotos”. 14,1Então, toda a Comunidade começou a gritar, e passou aquela noite chorando. 26O Senhor falou a Moisés e Aarão, e disse: 27“Até quando vai murmurar contra mim esta Comunidade perversa? Eu ouvi as queixas dos filhos de Israel. 28Dize-lhes, pois: ‘Por minha vida, diz o Senhor, juro que vos farei assim como vos ouvi dizer! 29Neste deserto ficarão estendidos os vossos cadáveres. Todos vós que fostes recenseados, da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim, 30não entrareis na terra na qual jurei, com mão levantada, fazer-vos habitar, exceto Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 34Carregareis vossa culpa durante quarenta anos, que correspondem aos quarenta dias em que explorastes a terra, isto é, um ano para cada dia; e experimentareis a minha vingança’. 35Eu, o Senhor, assim como disse, assim o farei com toda essa Comunidade perversa, que se insurgiu contra mim: nesta solidão será consumida e morrerá”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo
Responsório (Sl 105,6-23)
— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
— Pecamos como outrora nossos pais, praticamos a maldade e fomos ímpios; no Egito nossos pais não se importaram com os vossos admiráveis grandes feitos.
— Mas bem depressa esqueceram suas obras, não confiaram nos projetos do Senhor. No deserto deram largas à cobiça, na solidão eles tentaram o Senhor.
— Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.
— Até pensava em acabar com sua raça, não se tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os destruísse.

Evangelho (Mt 15,21-28)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Liturgia Diária - 18ª Semana do Tempo Comum



Primeira Leitura (Nm 12,1-13)
Leitura do Livro dos Números.
Naqueles dias, 1Maria e Aarão criticaram Moisés por causa de sua mulher etíope. 2E disseram: “Acaso o Senhor falou só através de Moisés? Não falou, também, por meio de nós?” E o Senhor ouviu isto.
3Moisés era um homem muito humilde, mais do que qualquer outro sobre a terra. 4Então o Senhor disse a Moisés, Aarão e Maria: “Ide todos os três à Tenda da Reunião”. E eles foram.
5O Senhor desceu na coluna de nuvem, parou à entrada da Tenda, e chamou Aarão e Maria. Quando se aproximaram, ele lhes disse: 6“Escutai minhas palavras! Se houver entre vós um profeta do Senhor, eu me revelarei a ele em visões e falarei com ele em sonhos.
7O mesmo, porém, não acontece com o meu servo Moisés, que é o mais fiel em toda a minha casa! 8Porque a ele eu falo face a face; é às claras, e não por figuras, que ele vê o Senhor! Como, pois, vos atreveis a rebaixar o meu servo Moisés?” 9E, indignado contra eles, o Senhor retirou-se.
10A nuvem que estava sobre a Tenda afastou-se, e no mesmo instante, Maria se achou coberta de lepra, branca como a neve. Quando Aarão olhou para ela e a viu toda coberta de lepra, 11disse a Moisés: “Rogo-te, meu Senhor! Não nos faça pagar pelo pecado que tivemos a insensatez de cometer. 12Que Maria não fique como morta, como um aborto que é lançado fora do ventre de sua mãe, já com metade da carne consumida pela lepra”. 13Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: “Ó Deus, eu te suplico, dá-lhe a cura!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo
Responsório (Sl 50)
— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
— Mostrais assim quanto sois justo na sentença, e quanto é reto o julgamento que fazeis. Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade e pecador já minha mãe me concebeu.
— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Evangelho (Mt 14,22-36)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
34Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Terço dos Homens na Semana Nacional da Família

Na noite de desta segunda feira 07 de Agosto de 2017, teve inicio na Igreja Nossa Senhora do Carmo, Parque das Nações, Parnamirim/RN. A Semana Nacional da Família, onde o Movimento Terço dos Homens Mãe Rainha e a comunidade, rezaram o Santo Terço e ouviram atentamente o Diácono Cordeiro com a Reflexão sobre a Família. 

FAMÍLIA, UMA LUZ PARA A VIDA EM SOCIEDADE



























segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Por que você não vai pra frente? Talvez esteja faltando rezar a oração da fortaleza

Lena Nicholson-CC

“Dá-me, Senhor meu, um pouco de tua força para que eu me sinta seguro no meu caminhar”

Todos os dias, você deve se levantar com a certeza de que vai vencer, sem perder a esperança. Não fique apegado às circunstâncias que escurecem o seu pensamento e não permitem que você avance. Deus atuará no momento em que você menos espera. Simplesmente não se enfraqueça; é preciso continuar acreditando no que Deus fará em sua vida.
Quero convidá-lo, hoje, a recuperar o ânimo perdido depois daquelas circunstâncias adversas, que roubaram a sua paz. E que nunca duvide que Jesus sempre o acompanha; Jesus caminha com você e você deve confiar nisso.
Anime-se e lute com todas as suas forças e com as forças que Deus colocou dentro de você. Peça, clame, implore, mas não fique imóvel, como se você fosse uma estátua esperando para ver se tudo passa ou se acalma.
Tenha fé no que o Senhor fará, e, então, receberá as respostas que estava esperando. Vamos, sorria! Com Jesus ao seu lado, coisas maravilhosas o esperam, dias maravilhosos, sonhos a realizar e novas coisas a descobrir.
Deixe que Deus seja esta luz que ilumina todos os seus caminhos, apazigua todas as suas tormentas e encaminhe sua vida para a vitória. Vamos! Renove seu espírito de vitória e permita que o poder restaurador de Deus toque todos os seus sentidos, encha-os de sua Graça e os reviva.
Oração da fortaleza
Senhor meu, obrigado por estar atento a tudo o que preciso e a tudo o que me acontece, porque sei que me amas e queres o melhor para mim.
Sinto que teu imenso amor me acompanha e me faz crescer, por isso te dou graças por tudo o que fazes em minha vida.
Quero começar todos os dias da minha vida com força e com a certeza de que teu poder e misericórdia estão sobre mim. E eu recebo com prazer e gratidão esta bênção.
Confio plenamente em tua imensa bondade e que nunca me abandonas.
Hoje, posso e quero dizer confiante: “Não me rendirei, porque sei que o Senhor está comigo, mesmo que eu não o veja ou não o sinta.”
Sei que estás aí para me ajudar a enfrentar todas as situações. Embora existam mil e um conflitos ao meu redor, Tu és capaz de me dar a paz, se em Ti eu confiar.  Porque tu tens imenso carinho por mim.
Dá-me, Senhor, meu, um pouco de tua força para que eu me sinta seguro no meu caminhar e possa ser também a calma e a paz para os meus.
Protejo-me em Tua palavra que abençoa e cura: “Como um pai carinhoso com seus filhos, assim o Senhor é carinhoso com seus fiéis” (Salmo 103,13).
Conselho: deixe que Deus opere em sua vida, mesmo quando você não vir a luz na sua estrada. Ele tem controle de tudo. Siga confiando nele e não deixe de caminhar.
Amém

Por Qriswell J. Quero
Artigo originalmente publicado por pildorasdefe.net, traduzido e adaptado ao português.

Regenerar as forças do corpo e do espírito, aconselha Papa

                                                          Rádio Vaticano


Antoine-Mekary / ALETEIA


Convidou ainda os fiéis a redescobrirem o silêncio pacificador e regenerador da meditação do Evangelho

O Papa Francisco rezou neste domingo a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça Pedro. Apesar do forte calor milhares de fiéis e peregrinos estiveram presentes na grande praça vaticana.
Na sua alocução o Pontífice recordou que neste domingo, a liturgia celebra a festa da Transfiguração do Senhor: página evangélica na qual os apóstolos Pedro, Tiago e João testemunham esse evento extraordinário.
O Papa comentando o texto recordou que na conclusão daquela experiência “os discípulos desceram do monte com os olhos e os corações transfigurados pelo encontro com o Senhor”.
“É o caminho que podemos realizar também nós. A redescoberta sempre viva de Jesus não é um fim em si, mas nos conduz a descer da montanha, recarregados com a força do Espírito Divino, para decidir novos passos de autêntica conversão e para testemunhar constantemente a caridade como lei de vida cotidiana”.
Transformados pela presença de Cristo e pelo ardor de Sua Palavra, – continuou o Papa – seremos um sinal concreto do amor vivificante de Deus por todos os nossos irmãos, especialmente por quem sofre, por aqueles que se encontram na solidão e no abandono, pelos enfermos e pela multidão de homens e mulheres que, em diversas partes do mundo, são humilhados pela injustiça, pela prepotência e pela violência.
O evento da Transfiguração do Senhor nos oferece uma mensagem de esperança: convida-nos a encontrar Jesus, para estar a serviços dos irmãos.
“A subida dos discípulos ao Monte Tabor nos leva a refletir sobre a importância de se separar das coisas mundanas, para fazer um caminho em direção ao alto e contemplar Jesus. Trata-se de colocar-se à escuta atenta e orante de Cristo, o Filho amado do Pai, buscando momentos íntimos de oração que permitam a acolhida dócil e alegre da Palavra de Deus”.
O Papa Francisco convidou ainda os fiéis presentes na Praça São Pedro a redescobrirem o silêncio pacificador e regenerador da meditação do Evangelho, “que conduz a uma meta rica de beleza, de esplendor e de alegria”.
“Nesta perspectiva, – sugeriu o Papa -, o tempo do verão é um momento providencial para aumentar o nosso compromisso de busca e de encontro com o Senhor. Durante este tempo, – recordou ainda o Papa fazendo referência ao verão no hemisfério norte – os estudantes estão livres de compromissos escolares e tantas famílias fazem suas férias. É importante que durante o período de descanso e de distanciamento das ocupações diárias, se possam regenerar as forças do corpo e do espírito, aprofundando o caminho espiritual”.
Em seguida Francisco confiou a Nossa Senhora as férias de todos pedindo que Ela nos ajude a entrar em sintonia com a Palavra de Deus para que Cristo se torne luz e guia de nossas vidas.
“A Ela confiamos as férias de todos, para que sejam serenas e profícuas, mas sobretudo o verão daqueles que não podem fazer férias porque impedidos pela idade, por motivos de saúde ou de trabalho, por restrições econômicas ou por outros problemas, para que, mesmo assim, seja um tempo de relaxamento, animado por presenças amigas e momentos felizes”.



Diminuição progressiva de católicos no Brasil: até que ponto?


Com base nos dados de hoje, católicos deixarão de ser maioria no país em pouco mais de 10 anos

Disse o Papa Francisco:
“Há quem se aproxime de uma paróquia, por exemplo, à procura de paz, respeito, doçura, e encontra lutas internas entre os fiéis. Em vez da doçura encontra a intriga, a maledicência, as competições, as concorrências, um contra o outro”. A “ambição”, a “inveja”, o “ciúme” nas paróquias e grupos distanciam quem se (re)aproxima da Igreja: “Somos nós a afastá-los”. E não deixamos que o trabalho que faz o Espírito Santo, de atrair as pessoas, continue” (1).
Em pouco mais de sete anos, 67.951 organizações religiosas ou instalações filosóficas foram fundadas em nossa pátria. A expansão das crenças religiosas tornou-se um dos fenômenos mais importantes do Brasil nos últimos anos. No total, desde janeiro de 2010, 67.951 entidades classificadas como “organização religiosa ou filosófica” ao organismo competente, uma média de 25 por dia foram registradas. De acordo com o jornal O Globo, a enorme expansão pode ser explicada por várias razões, incluindo a relativa facilidade burocrática do procedimento, o crescimento da fé pentecostal e até mesmo a crise econômica que afeta o país e que leva as pessoas a procurar soluções para seus problemas (2).
Em fins de 2016, o Instituto Datafolha publicou uma pesquisa que fez ressoar uma campainha de alarme na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O estudo mostra que, nos últimos dois anos, 9 milhões de pessoas abandonaram o catolicismo no país. Em 2014, a porcentagem da população que declarava ser católica era de 60%, ao passo que em dezembro de 2016 baixou para 50%. No mesmo período, os fiéis pentecostais ou neopentecostais passaram de 18% a 22%. Embora a recente baixa na porcentagem de católicos não tenha sido acompanhada por uma ampla expansão dos fiéis pentecostais ou neopentecostais, o que preocupa os bispos é outro dado: a metade dos que declaram ser pentecostais ou neopentecostais provém da Igreja Católica, onde haviam crescido.
Recentemente, a CNBB organizou um encontro para discutir o crescimento das igrejas pentecostais e neopentecostais. As conclusões identificam diversas causas: os evangélicos contam com uma estrutura mais dinâmica e podem chegar às pessoas de uma forma mais rápida, em qualquer lugar onde estejam; aproveitam a ingenuidade ou a má formação dos católicos – sobretudo, os que vivem nas zonas rurais ou nas periferias das grandes cidades – e levam adiante uma intensa propaganda contra o catolicismo; por último, os evangélicos recorrem a uma forte carga emocional para atrair as pessoas (3).

A perda acelerada de católicos no Brasil

O Instituto Datafolha tem feito pesquisas sobre o perfil religioso da população brasileira. O que estas pesquisas confirmam é aquilo que os censos demográficos mostram com bastante clareza: o Brasil está passando por uma transição religiosa. Os católicos perdem espaço e encolhem ao longo do tempo. Os evangélicos, em suas diferentes denominações, são o grupo que mais cresce. Aumentam as demais denominações não cristãs e o número de pessoas que se declaram sem religião. Isto quer dizer que o Brasil está passando por uma mudança de hegemonia entre os dois grupos cristãos (católicos e evangélicos), ao mesmo tempo em que aumenta a pluralidade religiosa, pois cresce e se diversifica a proporção das filiações não cristãs.
Nos 22 anos da série Datafolha, os católicos caíram 25%, os evangélicos subiram 15%, os sem religião aumentaram 9% e as outras religiões tiveram um ligeiro aumento de 1%. A perda dos católicos tem sido de 1,14% ao ano, enquanto os evangélicos crescem 0,68% ao ano. Fazendo uma projeção linear destas tendências até 2040, percebe-se que, em 2028, os evangélicos (com 37,2%) vão ultrapassar os católicos (com 36,4%). Em 2040, os católicos cairiam para 22,7% e os evangélicos subiriam para 45,4%. Os cristãos (católicos + evangélicos), que eram 79% em 1994, caíram para 73,6% em 2016 e devem ficar em 68% em 2040, conforme mostra o gráfico abaixo.

Crescimento dos “desigrejados” no Brasil

Crescimento ainda mais espantoso apresentou o grupo de evangélicos que se declararam “sem vínculo denominacional”, denominado de “desigrejados”. Nos dez anos separando os censos de 2000 e 2010, o número de evangélicos assim declarados partiu de pouco mais de 1 milhão de pessoas para impressionantes 9.218.129 de crentes brasileiros: um crescimento de mais de 780%. Nenhum outro grupo de evangélicos arrolados no censo experimentou crescimento semelhante. O conjunto da população evangélica cresceu 61,45% e a denominação com o maior crescimento foi a Assembleia de Deus, com 46,28% (com 8,4 milhões de fiéis em 2000 e 12,5 milhões de fiéis em 2010).
O grupo “evangélicos sem vínculo denominacional” foi o maior responsável pelo crescimento da população evangélica brasileira e representa hoje 21,8% do total dos evangélicos, sendo um grupo maior, portanto, do que a soma de todos os crentes vinculados a denominações evangélicas de missão (presbiterianos, metodistas, batistas, luteranos, congregacionais, adventistas e outros), os quais somam pouco mais de 7,6 milhões de evangélicos (4).
É de grande relevância ressaltar o crescimento do islamismo em nosso país: cerca de 1,5 milhão (5).

Conclusão

Não há como conter o vulcão do crescimento do pentecostalismo, das seitas, dos sem-religião, dos “desigrejados” no Brasil. O esquema montado e executado com agressividade proselitista encurrala e promove decadência nas igrejas cristãs históricas. O esquema é o seguinte: poder financeiro, conchavo político, mídia, espetacularização e show religioso, culto à personalidade, manipulação pela ganância de uma vida melhor via teologia da prosperidade e teologia da retribuição, que barganha o céu pelos dízimos e ofertas, além de doutrinação e dominação de fiéis como mina de ouro, de votos e de sustentação de poder econômico, político e religioso. É muito triste contemplar pessoas de boa fé sustentarem impérios religiosos corruptos.
Resta aos seguidores de Jesus de Nazaré viver de fato e de verdade o Seu ensinamento de amor, ajudar os necessitados, praticar a justiça, acolher na comunidade com espírito fraterno e, com a vida, anunciar a Boa Nova do Reino de Deus.
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Frei Inácio José do Vale
Professor e Conferencista
Sociólogo em Ciência da Religião
Doutor em História do Cristianismo
Formador dos Irmãozinhos da Fraternidade de Charles de Foucauld
E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com
via iCatolica


Liturgia Diária - 18ª Semana do Tempo Comum


Primeira Leitura (Nm 11,4b-15)
Leitura do Livro dos Números.
Naqueles dias, 4bos filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”.
7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho, ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite.
9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança; e leva-o à terra que juraste dar a seus pais!’? 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo
Responsório (Sl 80)
— Exultai no Senhor nossa força!
— Exultai no Senhor nossa força!
— Mas meu povo não ouviu a minha voz, Israel não quis saber de obedecer-me. Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, abandonei-os a seu duro coração.
— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos, sem demora, humilharia e voltaria minha mão contra o opressor.
— Os que odeiam o Senhor o adulariam, seria este seu destino para sempre; eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria.

Evangelho (Mt 14,13-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.